Educação e diversidade cultural, o exemplo das oficinas interculturais no Agrupamento de Escolas Patrício Prazeres

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Educação e diversidade cultural, o exemplo das oficinas interculturais no Agrupamento de Escolas Patrício Prazeres

Educação e diversidade cultural: uma equação que traz muita riqueza e aprendizagem intercultural, mas também muitos desafios! Estes desafios não são novos, mas a necessidade de respostas é crescente, face ao aumento da população estrangeira com permanência regular (Dados Pordata).

O projeto AcademiaCV.pt desenvolve uma resposta desde 2016, através da mobilização e formação de equipas de voluntários para a realização de tutorias individualizadas nas escolas. Mas o projeto prevê também outras atividades, nomeadamente as oficinas para a interculturalidade, sessões de sensibilização para a experiência da diversidade cultural com as turmas das escolas dos territórios de intervenção do projeto.

Educação e diversidade cultural no Agrupamento de Escolas Patrício Prazeres

O projeto educativo 2021-2023 do agrupamento de escolas Patrício Prazeres refere que “o Agrupamento acolhe alunos provenientes das comunidades migrantes da zona envolvente,
constituindo um núcleo relevante do público escolar. Estes alunos não dominam a língua portuguesa e na generalidade não dominam outras línguas europeias, o que dificulta a sua integração plena e efetiva no sistema educativo português”. De facto, e ainda segundo o mesmo documento, o agrupamento conta com 247 alunos migrantes, num universo global de 747 alunos.

O projeto AcademiaCV.pt surge assim como um complemento, na linha dos princípios da educação não-formal, às aulas de Português Língua Não Materna organizadas pelo agrupamento. Para além das tutorias individualizadas com os alunos migrantes – metodologia muito elogiada pelos professores, dada a possibilidade de personalizar a intervenção às necessidades específicas de cada aluno, o projeto prevê também a realização de oficinas para a interculturalidade.

Educação e diversidade cultural: sensibilizar a comunidade escolar

O princípio das oficinas de interculturalidade é simples: trabalhar a comunidade envolvente dos alunos em tutoria, para a promoção de uma integração plena. Assim, é realizado uma intervenção, tanto com a criança acolhida assim como com a comunidade que a acolhe, num trabalho de educação e valorização da diversidade cultural.

No Agrupamento de Escolas Patrício Prazeres, entre os meses de abril e maio 2022, foram realizadas 38 sessões das oficinas para a interculturalidade, com todas as turmas de jardim de infância e 1º ciclo do Agrupamento de Escolas Patrício Prazeres: Escola Rosa Lobato Faria, Patrício Prazeres e Professor Oliveira Marques. Além destas 38 oficinas, foram também recomendados materiais e propostas para que os professores e educadores possam implementar atividades para a interculturalidade de forma autónoma.

Nestas oficinas foram abordadas várias questões relacionadas com os Direitos Humanos e também os Direitos da Criança, através da história de Malala Yousafzai, ou ainda a questão da guerra, com recurso ao livro “O princípio”, da Editora Kalandraka. Algumas das sessões foram também dinamizadas pela mediadora intercultural Simone Longo de Andrade, que promoveu a valorização da diferença na igualdade ou ainda a consciencialização sobre o racismo estrutural da sociedade e a necessidade da luta antirracista.

Estas sessões constituem assim um momento de reflexão das turmas sobre estas temáticas, dando também abertura às crianças, para que possam expor as suas dúvidas e inquietações.

Gostaria de conhecer mais em detalhe as oficinas para a interculturalidade? Veja aqui as temáticas abordadas no Agrupamento de Escolas Gil Vicente, e também no Agrupamento de Escolas Marquesa de Alorna, no âmbito do projeto Rede Escolas AcademiaCV.pt!

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