[Tutorias, era uma vez…] Uma gargalhada inesperada

[Tutorias, era uma vez…] Uma gargalhada inesperada

Era uma vez um dia novo de tutoria. Não como as outras. Não poderia ser com o Tejo à nossa vista, mas foi com o essencial presente em cada ecrã. No entanto, essa quarta-feira fez história no coração da tutora, sem ser necessária a criatividade ou o mundo imaginário das crianças. Foi um dia de mágicas gargalhadas.

Para esta sessão estava preparado um jogo de memória, como qualquer outro, que seria jogado com alegria mas com o receio de que não fosse o ideal. De repente, a grande surpresa: uma enorme excitação pelo jogo, tão grande que não cabia no sorriso puro da Adya. A Adya sempre sorriu quando sentia medo, quando não sabia o que se passava e quando dizia “Sim” com imensa vontade de aprender, mas com alguns obstáculos. É doce, mas muito tímida. Esse sorriso tornou-se na gargalhada mais energética, mais genuína e mais feliz que alguma vez ouvira. Pelo simples facto de ter conseguido ganhar o jogo. Foi um ruído de quem consegue cegar a realidade. Imagino qual será a sua intensidade quando se aperceber que está a ganhar na vida.

No fim da atividade, perguntei-lhe o que a fazia mais feliz: a família, disse-me com um enorme brilho nos olhos. Com um sorriso que não demonstrava medo. De certeza que aquelas gargalhadas não encheram apenas o meu coração mas também deram vida àquela casa e esperança aos pais que lutam por ter aquele sorriso desde sempre e que precisam neste momento em que os sorrisos não são tão visíveis.

Por outro lado, temos a Yasmin. Perfecionista e artista. Sempre demonstrou receio de falhar, mas nunca de ser feliz. Recetiva a tudo o que lhe propunha, mas faltava-lhe algo. A confiança.

Foi nos momentos de grande insegurança que enfrentamos que ela floresceu. Tudo começou com um desenho da sua mão. Uma típica atividade. Fazia-a com a ajuda da sua irmã que por entusiasmo, criou um desenho muito divertido. Esse foi o momento em que a Yasmin riu como eu nunca tinha visto. Não cobria o receio, mas sim, libertava toda a energia através da gargalhada mais alta que alguma vez ouvira. Uma gargalhada que combateu a desconfiança que sempre tivera e que deu vida àquele simples desenho.

Foi nesta viagem que aprendi o verdadeiro valor de uma gargalhada inesperada e, a partir de agora, será esse o valor que verei em cada sorriso. A história continua!

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